Blog - Espaço da Ética

Nestes últimos anos como professor da disciplina de ética para diversos cursos universitários, bem como por conta do manejo diário com a temática do “fazer justiça”, tenho notado que as pessoas ficam indignadas com a falta de ética nas condutas sociais mas, em que pese o legítimo sentimento de revolta, pouco se faz para o enfrentamento desta questão.

Daí a vontade de sair da inércia e dar um primeiro passo com a criação deste espaço, o “espaço da ética”, não de cunho acadêmico, mas sem esquecer o papel da educação como principal meio de luta. Assim, a missão aqui é a de ser um espaço motivador, agregador e desafiador em favor da ética, que também serve à defesa da moralidade e da justiça.

19 de junho de 2016

Quem dobrou seu pára-quedas hoje?

Charles Plumb era piloto de caça dos EUA e serviu na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil.
Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita.

Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.
Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem: “Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?” “Sim, como sabe?”, perguntou Plumb. “Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?” Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu: “Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.”

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro.” Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.
Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia:
Quem dobrou teu pára-quedas hoje?
Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.
Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.
Apesar da vida ser uma constante viagem, a paisagem as vezes pode mudar.
Então, nunca deixe de saudar, de agradecer, alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável. Procure dar-te conta de quem prepara teu pára-quedas, e Agradeça-lhe.
QUEM DOBROU O SEU PÁRA-QUEDAS HOJE?

Ética faz bem à saúde.

11 de maio de 2016

Ética faz bem à saúde.

E o que episódios como os da La Linea Scandal, na Guatemala, da SAP International Inc., no Panamá, do Caso Carrusel, na Colômbia, e a Operação Lava-Jato, no Brasil, e tantos outros que não param de surgir nos levam a concluir? Que a América Latina tem uma cultura de corrupção inegável? Não. Definitivamente não tem. Corrupção não é uma questão de cultura, mas, como muito bem definiu Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil, citado por Roberto Livianu em seu livro sobre o tema, “a consideração predominante (sobre a corrupção) é econômica e não moral” (in Livianu, Roberto. Corrupção. Ed. Quatier Latin. 2014. pág. 11).

A meu ver, a corrupção floresce onde reina a certeza da impunidade e as instituições estão enfraquecidas. Isso significa que o conjunto formado pelas “oportunidades” e a crença no baixo risco de punição é que compõe o cenário propício e incentivador para as más práticas. E foi, exatamente, essa a aposta daqueles envolvidos nos casos aqui citados e em tantos outros de que temos notícia.

E, nesse cenário, somente uma área de compliance independente, bem estruturada, capitaneada por profissionais atuantes, experientes e com excelente formação é capaz de mitigar o risco de exposição das empresas e executivos que fazem negócios em ambientes mais tolerantes com a corrupção. Isso porque somente por meio de um programa de compliance ágil e eficaz, criado para prevenir, detectar e reagir com o necessário rigor às práticas em desacordo com os valores éticos da organização para a qual foi criado, voltado à conscientização constante dos seus colaboradores, parceiros e fornecedores é possível fomentar uma cultura negocial saudável nas organizações e incentivar o abandono de toda e qualquer prática empresarial condenável. Programas de conformidade globais são padronizados. Mas a maneira como eles são implementados em cada país, em cada região, deve levar em consideração a cultura local, a fim de compreender como desconstruir valores regionais que são usados para tolerar práticas eticamente equivocadas e incutir conceitos totalmente novos, disseminando uma cultura mais saudável, em linha com os valores éticos globais. O que o que não é aceitável na Europa ou na América do Norte, também, não é tolerável na América Latina, na África ou na Ásia. Não é possível ter critérios diferentes para lidar com as mesmas questões em diferentes países. Em matéria de compliance, coerência é fundamental para a credibilidade do programa. Afinal, princípios são princípios, e não é possível flexibilizá-los para justificar a aceitação do inaceitável, usando como desculpa as práticas equivocadas de mercado de um ou outro país.

Quando se conduz os negócios com integridade o resultado é muito simples: colaboradores orgulhosos da empresa em que trabalham e, por óbvio, mais motivados, imagem corporativa reforçada, gerando a valorização da marca, clientes fidelizados e um mercado de atuação mais saudável. A opção pela conformidade não é só a evidência do compromisso empresarial de fazer o que é certo, mas é, sobretudo, um investimento de longo prazo na solidez da imagem e da reputação de uma empresa.

(*)Daniele Pimenta de Mello Bittencourt Lopes é Compliance Officer e Diretora Jurídica e de Compliance da B. Braun.
Fonte: Você RH, por Daniele Pimenta de Mello Bittencourt Lopes (*), 04.05.2016

Como tornar as pessoas mais honestas

03 de outubro de 2015

Muitos se fazem esta pergunta. Principalmente nos dias atuais.

Dan Ariely é um economista comportamental conhecido por seu best-seller “Predictably Irrational” em que ele mostra como os seres humanos – e os mercados – são muito menos racionais do que podemos imaginar.

O vídeo abaixo é uma animação de uma palestra de Ariely, intitulada “The (Honest) Truth About Dishonesty”, e é muito divertida com inúmeros exemplos práticos.

Mulheres

08 de março de 2014

Neste dia internacional das mulheres,  lembrei deste texto que comprova onde reside a verdadeira beleza de uma mulher,  no paradoxo de uma empresa de cosméticos:

LuSeibert_Averdadeirabeleza[1].